31 de dez. de 2018
1 de mai. de 2017
24 de mar. de 2015
Pernas
Charles Bukowski
Fonte: http://www.lpm-blog.com.br/
24 de fev. de 2015
As razões de Bukowski
Caro Hans van den Broek:
Obrigado por sua carta contando-me da remoção de um dos meus livros da biblioteca Nijmegen. E que ele é acusado de discriminação contra negros, homossexuais e mulheres. E que é sádico por causa do seu sadismo.
A única coisa que temo discriminar é o humor e a verdade.
Se eu escrevo mal sobre os negros, homossexuais e mulheres, é por que os que eu conheci eram assim. Há muitos “males” – cães maus, má censura, há até mesmo “maus” homens brancos. Somente quando você escreve sobre “mau”, homens brancos não reclamam. E eu preciso dizer que há “bons” negros, “bons” homossexuais e “boas” mulheres?
No meu trabalho, como escritor, eu só fotografo, em palavras, o que vejo. Se eu escrever sobre “sadismo” é porque ele existe, eu não inventei isso, e se algum ato terrível ocorre no meu trabalho é porque essas coisas acontecem em nossas vidas. Eu não estou do lado do mal, como se o mal fosse algo inerente. Eu meus escritos, eu nem sempre concordo com o que ocorre, nem vou me afundar na lama por causa deles. Além disso, é curioso que as pessoas que gritam contra o meu trabalho parecem ignorar as partes dele que enaltecem a alegria, o amor e a esperança, e há essas partes. Meus dias, meus anos, minha vida viu altos e baixos, luzes e trevas. Se eu escrevesse só e continuamente da “luz” e nunca mencionasse o outro, então como artista eu seria um mentiroso.
A censura é a ferramenta daqueles que têm a necessidade de esconder realidades de si mesmos e dos outros. Seu medo é apenas a sua incapacidade de enfrentar o que é real, e eu não posso desabafar minha raiva contra eles. Eu só sinto essa tristeza terrível. Em algum lugar, na sua educação, eles estavam protegidos contra os fatos de nossa existência. Eles só foram ensinados a olhar de um jeito, quando existem muitas maneiras.
Eu não estou desanimado que um dos meus livros tenha sido caçado e retirado das prateleiras de uma biblioteca local. Em certo sentido, sinto-me honrado que eu escrevi algo que despertou essas pessoas de seu eu superficial. Mas fico magoado, sim, quando alguém tem seu livro censurado, pois esse livro, geralmente é um grande livro e há poucos desses, e ao longo dos tempos esse tipo de livro tem muitas vezes se tornado um clássico, e o que se acreditava chocante e imoral é hoje leitura obrigatória em muitas das nossas universidades.
Não estou dizendo que meu livro é um desses, mas eu estou dizendo que em nosso tempo, nesta época em que qualquer momento pode ser a último para muitos de nós, é condenadamente irritante e incrivelmente triste que ainda temos entre nós a pequenez, as pessoas amargas, os caçadores de bruxas e os declamadores contra a realidade. No entanto, estes também pertencem a nós, eles são parte do todo, e se eu não tenho escrito sobre eles, eu deveria, talvez o faça, e isso é suficiente.
que todos nós possamos ficar melhor juntos,
seu,
Charles Bukowski
Fonte: http://www.lpm-blog.com.br/?p=12547
18 de dez. de 2014
Algo cheira mal
Levarei séculos pra tirar as Hepburns e os críticos do caminho, e isso é que é o mais triste, é mais do que triste: as nossas vidas mal chegam a um século, e o que nos mata não são os Hitlers e o s Nixons, mas os intelectuais, os poetas, os acadêmicos, os filósofos, os professores, os liberais, todos os nossos amigos - ou, melhor, seus amigos.
Sempre gostei mais das conversas dos caras da prisão do que das dos caras da universidade; acho que os caras das ferrovias têm bem mais colhões e luz e bem menos tédio do que aqueles que ganham 400.000 dólares por semana pra uma temporada de um mês em Vegas. Por que isso? Não sei, acho que nem Deus pode responder. Só sei que fomos enganados por séculos, e isso vai longe, até Cristo cheira mal, Platão cheira mal, e não estou falando de seus sovacos.
Acho que tudo que podemos fazer é tirar uma foto, esperar e cair fora.
Charles Bukowski - Pedaços de um caderno manchado de vinho.
16 de dez. de 2014
Dirigindo Bêbado
15 de dez. de 2014
Loucos e desajustados
26 de set. de 2014
Encurralado
(Tradução: Pedro Gonzaga)
bem, eles diziam que tudo terminariaassim: velho. o talento perdido. tateando às cegas em busca
da palavra
ouvindo os passos
na escuridão, volto-me
para olhar atrás de mim…
ainda não, velho cão…
logo em breve.
agora
eles se sentam falando sobre
mim: “sim, acontece, ele já
era… é
triste…”
“ele nunca teve muito, não é
mesmo?”
“bem, não, mas agora…”
agora
eles celebram minha derrocada
em tavernas que há muito já não
frequento.
agora
bebo sozinho
junto a essa máquina que mal
funciona
enquanto as sombras assumem
formas
combato retirando-me
lentamente
agora
minha antiga promessa
definha
definha
agora
acendendo novos cigarros
servido mais
bebidas
tem sido um belo
combate
ainda
é.
fonte: http://www.revistabula.com/835-os-10-melhores-poemas-de-charles-bukowski/
10 de set. de 2014
Auto-ajuda no estilo Bukowski
Auto-ajuda no estilo Bukowski (se é que isso é possível)
1. NÃO SE ACOMODE
“Eu quero o mundo inteiro ou nada.”
2. AME A SI MESMO
“Nunca me senti só. Gosto de estar comigo mesmo. Sou a melhor forma de entretenimento que eu posso encontrar.”
3. ÀS VEZES, ENLOUQUEÇA
“Essas pessoas que nunca enlouquecem devem levar uma vida, verdadeiramente, horrível.”
4. NÃO TENHA MEDO DA DOR
“Você tem que morrer algumas vezes antes de realmente viver.”
5. SEJA AUTÊNTICO
“É melhor fazer uma coisa maçante com estilo do que algo perigoso sem estilo.”
6. LEMBRE-SE DE QUE VOCÊ É MAIS FORTE DO QUE PENSA
“As vezes você levanta da cama de manhã e pensa, eu não vou conseguir, mas então você ri por dentro lembrando todas as vezes que já sentiu isso.”
7. NÃO TENHA MEDO DA MORTE
“Levo a morte em meu bolso esquerdo. Às vezes, tiro-a do bolso, e falo com ela: ’oi gata, como vai? Quando virá me buscar? Vou estar pronto’.”
8. NÃO DESISTA OU NEM COMECE
“Se você vai tentar, vá até o fim, caso contrário, nem comece.”
9. NÃO ESPERE SER TARDE DEMAIS
Existem coisas piores que estar sozinho, mas geralmente leva décadas para entender isso e quase sempre quando você entende é tarde demais. E não há nada pior que tarde demais.”
10. NÃO LEVE A VIDA TÃO A SÉRIO
“Às vezes você só precisa mijar na pia.”
Fonte: http://www.lpm-blog.com.br/?p=25033
4 de set. de 2014
O parceiro de Bukowski
MEU PARCEIRO
sentado sob esta luz
olhando para o Buda.o Buda ri
de mim
e de todas as coisas:chegamos tão longe
e fomos a lugar nenhum.vivemos muito e
tão pouco afinal.o Buda está rindo.o Buda é esta estátua de
porcelana diante
de mim nesta noite.enquanto os poemas
não chegam.
(De Miscelânea septuagenária, livro recém lançado de Bukowski que traz contos e poemas inéditos)
20 de ago. de 2014
As massas
se sentem menosprezadas, traídas pelas forças, elas
culpam a vida, as
circunstâncias, culpam os outros quando de fato
elas
são totalmente insossas, obedientes à sua falta de originnalidade,
covardes e plácidas, seguem se sentindo enganadas,
infestando a terra
com suas lamúrias, com seus ódios –
embotadas no centro de lugar nenhum, esses milhões
de erros
humanos, indo dia após dia e noite após noite através
de seus movimentos castrados,
acabam por ferir a própria terra, ferir todas as coisas,
este desperdício
o horror de todo esse
desperdício.
Buk. - MISCELÂNEA SEPTUAGENÁRIA: CONTOS E POEMAS - LPM
14 de nov. de 2012
Buk
O velho Buk no Youtube - Vale a pena ver:
Liberdade
http://www.youtube.com/watch?v=91vQgQEdFJ4&feature=fvwrel
Estilo
http://www.youtube.com/watch?v=PGqe_Y7x2Kc&feature=fvwrel
23 de out. de 2012
Aos integrantes e visitantes do blog.
Um abraço a todos, e obrigado pela visita.
JB.
Segue: http://authenticbukowski.com/manuscripts/
Os garotos da praia
eu tenho um corpo bom para a minha idade
pescoço e peito de touro
e poderosas pernas.
mas minhas costas são marcadas
por uma doença.
eu sinto um pouco de vergonha de minhas deformidades
e eu não estaria lá
apenas minha mulher insiste
e se ela tem a coragem de estar lá
comigo
então eu preciso ter a coragem de ir
com isso.
mas eu me pergunto onde o velho e o aleijado
e o feios estão?
as praias não deveriam ser deles também?
onde estão as pessoas de uma perna só?
os sem braços?
Eu vejo os meninos em suas pranchas
corpos finos deslizando.
alguns deles acabarão em manicômios
alguns deles vão ganhar 40 quilos
alguns deles irão cometer suicídio.
a maioria deles vão parar de vir para a
praia.
e há o sol e há a areia
e os meninos jovens aumentam as paliçadas de água
e as meninas jovens assistem eles.
eles são imprudentes e contentes.
eu me alongo
curvo meu estômago
e eles
se foram.
27 de dez. de 2011
Noite de Natal
Noite de Natal, sozinho, num quarto de moteljunto à costa perto do Pacífico -
ouviu?
Eles tentaram fazer desse lugar algo espanhol, há
tapeçarias e lâmpadas, e o banheiro é limpo, há
minibarras de sabonete rosa.
Não nos encontrarão por aqui:
as piranhas ou as damas ou os adoradores
de ídolos.
Lá na cidade eles estão bêbados e em pânico
furando sinais vermelhos
arrebentando suas cabeças
em homenagem ao aniversário de
Cristo. isso é uma beleza.
Em breve terei terminado esta garrafa de
rum porto-riquenho.
pela manhã vomitarei e tomarei banho, voltarei para
casa, comerei um sanduíche à uma da tarde,
estarei no meu quarto por volta das duas,
estirado na cama, esperando o telefone tocar,
sem responder, meu feriado é uma
evasão, minha razão
não é.
BUK.
26 de dez. de 2011
Um mundo cheio de João
João exigindo dinheiro,
João da barriga grande,
João da voz alta, alta,
João da troca,
João que se exibe para as garotas,
João que acha que é um gênio,
João que vomita,
João que fala mal dos sortudos,
João ficando cada vez mais velho,
João ainda exigindo dinheiro,
João escorregando pelo pé de feijão,
João que fala mas não faz,
João que escapa impune do assassinato,
João que faz biscates,
João que fala dos velhos tempos,
João que fala e fala,
João com a mão estendida,
João que aterroriza os fracos,
João, o amargurado,
João dos cafés,
João implorando reconhecimento,
João que nunca tem emprego,
João que superestima totalmente seu potencial,
João que fica gritando sobre seu talento não reconhecido,
João que culpa a todos.
Buk - "O capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio".
22 de ago. de 2011
O jeito que isso é

27 de jul. de 2011
7 de jul. de 2011
Outra cama
outra camaoutra mulher
mais cortinas
outro banheiro
outra cozinha
outros olhos
outro cabelo
outros pés e dedos.
todos à procura.
a busca eterna.
você fica na cama
ela se veste para o trabalho
e você se pergunta o que aconteceu à última e à outra antes dela…
esse dormir juntos
a suave delicadeza…
após ela sair você se levanta e usa o banheiro dela, é tudo tão intimidante e estranho.
você retorna para a cama e dorme mais uma hora.
quando você vai embora é com tristeza
mas você a verá novamente quer funcione, quer não.
você dirige até a praia e fica sentado em seu carro. é meio-dia.
- outra cama, outras orelhas, outros brincos, outras bocas, outros chinelos, outros
vestidos, cores, portas, números de telefone.
você foi, certa vez, suficientemente forte para viver sozinho.
para um homem beirando os sessenta você deveria ser mais sensato.
você dá a partida no carro e engata a primeira,
pensando, vou telefonar para Janie logo que chegar,
não a vejo desde sexta-feira.
Buk - O Amor É um Cão dos Diabos
13 de jun. de 2011
Quatro e meia da manhã
quatro e meia da manhãos barulhos do mundo
com passarinhos vermelhos,
são quatro e meia da
manhã, são sempre
quatro e meia da manhã,
e eu escuto meus amigos:
os lixeiros
e os ladrões
e gatos sonhando com
minhocas,
e minhocas sonhando
os ossos do meu amor,
e eu não posso dormir
e logo vai amanhecer,
os trabalhadores vão se levantar
e eles vão procurar por mim
no estaleiro e dirão:
"ele tá bêbado de novo",
mas eu estarei adormecido,
finalmente, no meio das garrafas e
da luz do sol,
toda a escuridão acabada,
os braços abertos como
uma cruz,
os passarinhos vermelhos
voando,
voando,
rosas se abrindo no fumo
e como algo esfaqueado e cicatrizando,
como 40 páginas de um romance ruim,
um sorriso bem na
minha cara de idiota.
fonte: http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/2008/03/22/a-noite-sera-de-devagar-poema-de-charles-bukowski/
Oh Sim
26 de abr. de 2011
2 de abr. de 2011
462-0614
agora recebo muitas chamadas de telefone.todas iguais.
"é Charles Bukowski, o escritor?"
"sim," eu lhes respondo.
e eles dizem que entendem minha escrita.
alguns deles são escritores ou querem ser escritores
e estão em empregos estúpidos e horríveis
e não conseguem nem encarar a sala
o apartamento
as paredes
essa noite...
querem alguém com quem possam conversar,
não podem acreditar que não posso ajudá-los
que não conheço as palavras.
não podem acreditar que agora mesmo me dobro em meu quarto
segurando minhas entranhas e dizendo. "Jesus Jesus Jesus, de novo não!"
eles não podem acreditar que as pessoas mal-amadas
as ruas
a solidão
as paredes
também são minhas e quando desligo o telefone
eles acham que escondi o jogo.
Não escrevo a partir da sabedoria.
quando o telefone toca eu também gostaria de ouvir palavras
que pudessem aliviar um pouco alguma dessas coisas.
é por isso que meu nome está na lista.
Buk - o amor é um cão dos diabos.
1 de abr. de 2011
Barata
a barata rastejou sobre os ladrilhosenquanto eu estava mijando
e ao virar minha cabeça
ela enfinou o traseiro numa fenda.
peguei o inseticida e disparei o aerososol
e disparei e disparei oe finalmente a barata saiu e me lançou um olhar muito nojento.
então desabou dentro da banheira e fiquei assistindo à sua morte
com um prazer sutil
pois eu pagava o aluguel
e ela não.
recolhi-a com um tipo de papel higiênico
azul-esverdeado e joguei-a na descarga. era tudo o que se tinha a fazer, exceto que
nas redondezas de Hollywood e Western temos que seguir fazendo isso.
dizem que algum dia essa tribo herdará
a terra
mas faremos com que esperem mais alguns meses.
Buk - O amor é um cão dos diabos.
Meus camaradas

aquele ali ensina
aquele outro vive com a mãe.
e aquele outro é sustentado por um pai alcoólatra e rubicundo
dono de um cérebro de mutuca.
aque ali toma boletas e vem sendo sustentado pela mesma mulhar há 14 anos.
aquele outro escreve um romance a cada dez dias
msa ao menos paga o próprio aluguel.
aquele ali vai de lugar em lugar
dormindo em sofás, bebndo e proferindo seus discursos.
aquele ali imprime seus próprios livros numa máquina copiadora.
aquele outro vive num vestiário abandonado num hotel de Hollywood.
aquele parece saber como arranjar tostão depois de tostão, sua vida é um preenher de formulários.
aquele ali simplesmente é rico e vive nos melhores lugares enquanto bate às melhores portas.
aquele lá tomou café com Willian Carlos
Willian.
e aquele ali ensina.
e aquele ali ensina.
e aquele ali publica livros de auto-ajuda sobre como fazer as coisas e usa uma voz dominadora e cruel.
eles estão em todo o lugar.
todos são escritores.
e quase todo escritor é um poeta.
poetas poetas poetas
poetas poetas poetas
poetas poetas poetas
a próxima vez que o telefone tocar será um poeta.
a próxima pessoa a bater à porta ser á um poeta.
aquele ali que ensina
e aquele outro vive com a mãe
e aquele lá está escrevendo a história de Ezra Pound.
oh, irmãos, somos as mais doentes e as piores criaturas da raça.
Buk - o amor é um cão dos diabos.
25 de mar. de 2011
Melancolia

A história da melancolia inclui todos nós.
a mim, eu me contorço em sujos lençóis
enquanto observo as paredes azuis e o nada.
acostumei-me tanto à melancolia que
a cumprimento como uma velha amiga.
Ficarei de luto por 15 minutos por ter perdido aquela ruiva,
digo isso aos deuses. eu faço isso e me sinto completamente mal.
completamente triste, então me levanto
LIMPO
embora nada tenha sido resolvido.
é isso que consigo por chutar a bunda da religião.
eu deveria ter chutado a bunda da ruiva
onde seus miolos, seu pão e sua manteiga estão no…
Mas, não, eu tenho me sentido triste por tudo isso:
ter perdido a ruiva foi, somente, outra porrada que foi dada numa vida inteira
fracassada…
escuto os tambores no radio agora e forço um sorriso.
além da melancolia há algo de errado comigo.
Fonte: http://www.literaturaemfoco.com/?p=3123
De volta
Eu estava novamente em casa. Era ótimo. Recurvei-me sobre minha barriga. No Vietnã, os exércitos estavam lutando. Nos becos, os vagabundos mamavam em suas garrafas de vinho. Vi uma aranha escalando o peitoril da janela. Vi um jornal velho no chão. Havia uma foto de três garotas pulando uma cerca e mostrando muito das pernas. O lugar todo se parecia comigo e tinha meu cheiro. O papel de parede me conhecia. Era perfeito. Estava consciente de meus pés e meus cotovelos e meus cabelos. Não me sentia como se tivesse 45 anos de idade. Sentia-me como um maldito monge que recém houvesse recebido uma revelação. Sentia-me como se estivesse apaixonado por algo que fosse muito bom, mas não sabia exatamente o quê, exceto que estava ali, bem perto. Escutei todos os sons, os ruídos das motocicletas e dos carros. Ouvi os cães latindo. Pessoas rindo. Então dormi. Dormi e dormi e dormi. Enquanto uma planta olhava através da minha janela, enquanto velava meu sono. O sol seguia sua labuta e a aranha ficou a rastejar por ali.Buk - Ao sul de lugar nenhum.



















