As fotos das strippers estavam expostas atrás de um vidro junto à porta de entrada.
Aproximei-me e comprei um ingresso. A garota no guichê parecia melhor do que as fotos.
Naquele momento me restavam 38 centavos. Entrei no teatro escuro equipado com oito fileiras de
poltronas. As três primeiras estavam lotadas.
Tive sorte. O filme já havia terminado, e a primeira stripper já estava no palco. Darlene. A
primeira geralmente era a pior, uma veterana decadente que não conseguiria, no mais das vezes,
nada além de uns números de bailado na segunda linha do coro. Seja como fosse, tínhamos
Darlene para a abertura. Era provável que alguma das dançarinas tivesse sido assassinada, ou
estivesse menstruada, ou tivesse tido uma crise histérica, explicando assim a nova oportunidade
para Darlene de um número solo.
Darlene, no entanto, era boa. Magra, mas peituda. Um corpo que lembrava um salgueiro. Ao
fim daquelas costas esguias, no meio daquele corpo magro, brotava um enorme traseiro. Era
como um milagre – o suficiente para levar um homem à loucura.
Darlene trajava um vestido negro de veludo, longo e muito justo – suas panturrilhas e pernas
pareciam de um branco mortiço contra aquela negrura. Ela dançava e nos olhava com olhos de
maquiagem extremamente carregada. Era sua chance. Ela queria retornar – ter novamente o seu
número no programa. Eu estava com ela. À medida que o zíper descia, mais e mais do seu corpo
ficava à mostra, saltando para fora daquele sofisticado vestido de veludo negro, pernas e carne
branca. Logo ela estava apenas com seu sutiã cor-de-rosa e uma tanga cheia de penduricalhos,
falsos diamantes que balançavam e reluziam aos seus movimentos.
Darlene seguiu dançando e se agarrou à cortina do palco, que estava puída e coberta por
uma grossa camada de pó. Ela se agarrou ao pano, dançando no compasso que o quarteto de
músicos impunha e sob a luz rosada dos holofotes.
Começou a trepar com a cortina. A banda acelerou o ritmo. Darlene realmente se entregou
para a cortina. As luzes rosadas passaram de súbito a púrpuras. A banda veio com tudo. Ela
pareceu chegar ao orgasmo. Sua cabeça se curvou para trás, sua boca se abriu.
Então ela se endireitou e voltou dançando para o centro do palco. De onde eu estava
sentado, podia escutá-la cantar para si mesma por sobre a música. Agarrou seu sutiã cor-de-rosa
e o arrancou, enquanto um cara três filas abaixo acendia um cigarro. Agora restava apenas a
tanga. Empurrou o dedo contra o umbigo e gemeu.
Darlene seguiu dançando no centro do palco. A banda tocava com mais sutileza. Ela
começou a se mexer com doçura. Então o quarteto começou a esquentar a coisa novamente. Os
músicos avançavam para o ato culminante; o baterista atacava o aro da caixa lembrando o fogo
de uma metralhadora; eles pareciam extenuados, desesperados.
Darlene manipulou seus seios nus, mostrando-os para a gente, seus olhos reluziam com a
plenitude do sonho, seus lábios úmidos e entreabertos. De repente, ela se voltou e balançou seu
imenso rabo para nós. As contas tremularam e brilharam em um bailado louco e cintilante. O
canhão de luz acompanhava a dança e os movimentos como uma espécie de sol. O quarteto seguia
botando para quebrar. Darlene girava e girava. Ela lançou as contas para longe. Eu olhei, eles
olharam. Podíamos ver os pêlos de sua buceta através de sua segunda pele. A banda realmente
fazia sua bunda vibrar.
E eu não conseguia ficar de pau duro.
20 de mai. de 2019
De vez em quando só de vez em quando
é que você encontra alguém com uma
presença e eletricidade que combina com a tua
no ato
e nessa hora geralmente é uma estranha
foi há 3 ou 4 anos atráseu andava pela
Sunset Boulevard em direção a Vermont
quando a uma quadra de distância notei uma
mulher vindo em minha direção
havia algo em sua postura e no seu andar
que me atraiu.
conforme nos aproximamos aumentou a intensidade.
de repente eu sabia toda a sua história:
ela viveu a vida toda com homens
que nunca a conheceram de verdade.
quando ela chegou perto quase fiquei tonto.
podia ouvir os seus passos quando ela chegou perto.
olhei em seu rosto.
ela era tão bonita quanto eu pensava que ela seria.
conforme passamos nossos olhos transaram e se amaram e
cantaram um para o outro
e então ela passou por mim.
fui andando sem olhar pra trás.
aí quando olhei pra trás ela tinha sumido.
o que se deve fazer num mundo onde quase tudo
que vale a pena ter ou fazer é impossível?
entrei num café e resolvi que se algum dia a encontrasse
de novo eu falaria
"por favor, escuta, só preciso falar com você..."
nunca mais a vi de novo
nunca mais a verei.
a rigidez de nossa sociedade silencia o coração
de um homem e quando você silencia o coração
de um homem você deixa ele por fim
apenas com um pênis.
Charles Bukowski, no livro Maldito deus arrancando esses poemas da minha cabeça
7 de mai. de 2019
"À noite, fiquei bebendo e tentando adivinhar como é que eu ainda estava vivo, como é que o esquema funcionava."
Buk
6 de mai. de 2019
"Não valia a pena confiar em nenhum outro ser humano.
O que quer que fosse preciso para estabelecer essa
confiança, não estava presente na humanidade.
Buk.
"Às vezes você acha bondade no meio do inferno"
Buk.
3 de mai. de 2019
Andava com mania de suicídio e com crises de depressão aguda;
não suportava ajuntamentos perto de mim e, acima de tudo, não tolerava entrar em fila comprida pra esperar seja lá o que fosse.
E é nisso que toda a sociedade está se transformando: em longas filas à espera de alguma coisa.
Tentei me matar com gás e não consegui.
Mas tinha outro problema.
Levantar da cama.
Sempre tive ódio disso.
Vivia afirmando: as duas maiores invenções da humanidade foram a cama e a bomba atômica; não saindo da primeira, a gente se salva, e, soltando a segunda, se acaba com tudo.
Acharam que estava louco.
Brincadeira de criança, é só disso que essa gente entende: brincadeira de criança - passam da placenta pro túmulo sem nem se abalar com este horror que é a vida.
Sim, eu odiava ter que me levantar da cama de manhã.
Significava que a vida ia recomeçar e depois que se passa a noite inteira dormindo cria-se uma espécie de intimidade especial que fica muito mais dificíl de abrir mão.
Sempre fui solitário. Você vai me desculpar, creio que não regulo bem da cabeça, mas a verdade é que, se não fosse por uma que outra trepadinha legal, não me faria a mínima diferença se todas as pessoas do mundo morressem.
É, eu sei que isso não é uma atitude simpática.
Mas ficaria todo refestelado aqui dentro do meu caracol.
Afinal de contas, foram essas pessoas que me tornaram infeliz.
25 de abr. de 2019
"Frequentemente, os melhores momentos na vida são quando a gente não está fazendo nada, só ruminando. Quer dizer, a gente pensa que todo mundo é sem sentido, aí vê que não pode ser tão sem sentido assim se a gente percebe que é sem sentido, e essa consciência da falta de sentido já é quase um pouco de sentido. Sabe como é? Um otimismo pessimista."
Bukowski
18 de abr. de 2019
17 de abr. de 2019
“Onde quer que a multidão vá, corra na outra direção. Eles estão sempre errados. Por séculos estiveram errados e sempre estarão errados.”
Talvez você não acredite mas há pessoas que passam a vida sem o menor atrito ou agonia. Eles se vestem bem, comem bem, dormem bem estão satisfeitos com a vida em família. Eles têm momentos de melancolia mas no geral não são incomodados e, frequentemente, sentem-se muito bem quando morrem é uma morte fácil, geralmente, dormem. talvez você não acredite porém essas pessoas existem. mas eu não sou uma delas ah não, eu não sou uma delas eu nem chego perto de ser uma delas mas elas estão lá e eu estou cá!
Buk.
2 de abr. de 2019
28 de mar. de 2019
"Eu conhecia uma porção de mulheres. Pra que sempre mais mulheres? O que eu estava tentando fazer? Era excitante um caso novo, mas também dava um trabalhão. O primeiro beijo e a primeira trepada tinham uma certa dramaticidade. As pessoas são interessantes no início. Aos poucos, porém, todos os defeitos e loucuradas botam as manguinhas de fora, é inevitável. Começo a significar cada vez menos pras pessoas, e elas pra mim."
Velho Safado Buk em Mulheres
25 de mar. de 2019
"Me canso fácil dos preciosos intelectos que precisam cuspir diamantes toda vez que abrem as suas bocas. Eu me canso de ficar batalhando por cada espaço de ar para o espírito. É por isso que me afasto das pessoas por tanto tempo, e agora que estou encontrando as pessoas, descubro que preciso voltar para a minha caverna."
Charles Bukowski, Notas de um velho safado
19 de mar. de 2019
Deveria haver algum lugar para onde ir
quando você não consegue mais dormir
ou você cansou de ficar bêbado
e a erva não funciona mais,
e não me refiro a passar
para o haxixe ou cocaína,
eu me refiro a um lugar para ir além
da morte que está esperando
ou do amor que não funciona mais.
deveria haver algum lugar para onde ir
quando você não consegue mais dormir
além de um aparelho de TV ou um filme
ou comprar um jornal ou ler um romance.
é não ter esse lugar para onde ir
que cria as pessoas agora nos hospícios
e os suicídios
e suponho que aquilo que a maioria das pessoas faz
quando não há mais lugar algum para onde ir
é ir a qualquer lugar ou fazer qualquer coisa
que dificilmente as satisfaça,
e esse ritual tende a aplainá-las
até que consigam prosseguir de algum modo
mesmo sem esperança.
essas caras que você vê todos os dias nas ruas
não foram criadas
inteiramente sem
esperança: seja generoso com elas:
assim como você
elas não escaparam.
Não é de hoje que o velho safado Charles Bukowski é acusado de escrever obscenidades por puritanos e moralistas de dedo em riste. Em 1985, uma biblioteca pública de Nijmegen, na Holanda, decidiu retirar de suas prateleiras o livro Crônica de um amor louco, sob a alegação de que seu conteúdo seria “muito sádico, ocasionalmente fascista e discriminatório contra determinados grupos”. Por grupos, entendia-se mulheres, negros e gays. Bem politicamente incorreto como só Bukowski sabia ser.
Algum tempo depois, o Ministro Hans van den Broek entrou em contato com o autor para saber sua opinião sobre o ocorrido. Eis a resposta que só Bukowski daria:
Se o seu inglês não dá conta, aí vai a tradução feita pelo blog quadrinhos e etc.: Caro Hans van den Broek: Obrigado por sua carta contando-me da remoção de um dos meus livros da biblioteca Nijmegen. E que ele é acusado de discriminação contra negros, homossexuais e mulheres. E que é sádico por causa do seu sadismo. A única coisa que temo discriminar é o humor e a verdade. Se eu escrevo mal sobre os negros, homossexuais e mulheres, é por que os que eu conheci eram assim. Há muitos “males” – cães maus, má censura, há até mesmo “maus” homens brancos. Somente quando você escreve sobre “mau”, homens brancos não reclamam. E eu preciso dizer que há “bons” negros, “bons” homossexuais e “boas” mulheres? No meu trabalho, como escritor, eu só fotografo, em palavras, o que vejo. Se eu escrever sobre “sadismo” é porque ele existe, eu não inventei isso, e se algum ato terrível ocorre no meu trabalho é porque essas coisas acontecem em nossas vidas. Eu não estou do lado do mal, como se o mal fosse algo inerente. Eu meus escritos, eu nem sempre concordo com o que ocorre, nem vou me afundar na lama por causa deles. Além disso, é curioso que as pessoas que gritam contra o meu trabalho parecem ignorar as partes dele que enaltecem a alegria, o amor e a esperança, e há essas partes. Meus dias, meus anos, minha vida viu altos e baixos, luzes e trevas. Se eu escrevesse só e continuamente da “luz” e nunca mencionasse o outro, então como artista eu seria um mentiroso. A censura é a ferramenta daqueles que têm a necessidade de esconder realidades de si mesmos e dos outros. Seu medo é apenas a sua incapacidade de enfrentar o que é real, e eu não posso desabafar minha raiva contra eles. Eu só sinto essa tristeza terrível. Em algum lugar, na sua educação, eles estavam protegidos contra os fatos de nossa existência. Eles só foram ensinados a olhar de um jeito, quando existem muitas maneiras. Eu não estou desanimado que um dos meus livros tenha sido caçado e retirado das prateleiras de uma biblioteca local. Em certo sentido, sinto-me honrado que eu escrevi algo que despertou essas pessoas de seu eu superficial. Mas fico magoado, sim, quando alguém tem seu livro censurado, pois esse livro, geralmente é um grande livro e há poucos desses, e ao longo dos tempos esse tipo de livro tem muitas vezes se tornado um clássico, e o que se acreditava chocante e imoral é hoje leitura obrigatória em muitas das nossas universidades. Não estou dizendo que meu livro é um desses, mas eu estou dizendo que em nosso tempo, nesta época em que qualquer momento pode ser a último para muitos de nós, é condenadamente irritante e incrivelmente triste que ainda temos entre nós a pequenez, as pessoas amargas, os caçadores de bruxas e os declamadores contra a realidade. No entanto, estes também pertencem a nós, eles são parte do todo, e se eu não tenho escrito sobre eles, eu deveria, talvez o faça, e isso é suficiente. que todos nós possamos ficar melhor juntos, seu, Charles Bukowski Fonte: http://www.lpm-blog.com.br/?p=12547
Levarei séculos pra tirar as Hepburns e os críticos do caminho, e isso é que é o mais triste, é mais do que triste: as nossas vidas mal chegam a um século, e o que nos mata não são os Hitlers e o s Nixons, mas os intelectuais, os poetas, os acadêmicos, os filósofos, os professores, os liberais, todos os nossos amigos - ou, melhor, seus amigos.
Sempre gostei mais das conversas dos caras da prisão do que das dos caras da universidade; acho que os caras das ferrovias têm bem mais colhões e luz e bem menos tédio do que aqueles que ganham 400.000 dólares por semana pra uma temporada de um mês em Vegas. Por que isso? Não sei, acho que nem Deus pode responder. Só sei que fomos enganados por séculos, e isso vai longe, até Cristo cheira mal, Platão cheira mal, e não estou falando de seus sovacos.
Acho que tudo que podemos fazer é tirar uma foto, esperar e cair fora.
Charles Bukowski - Pedaços de um caderno manchado de vinho.
Eu diria que uma das teorias de Prevenção ao Crime é
prevenir o crime antes de ele acontecer. Em outras palavras, um homem pode ser
punido se dirige bêbado não porque tenha infligido algum dano a outra pessoa
e/ou propriedade, mas porque ele é capaz de fazê-lo. E também sou capaz de
presumir que a linha que separa o está bêbado do não está bêbado é bastante tênue
e que muitas vezes esta linha está muito mais próxima da sobriedade. E ainda
que um homem consiga provar, novamente segundo os parâmetros deles, que não
estava bêbado, o dano já terá ocorrido, pois ele teve de pagar a fiança e os
custos com advogado, sem falar no massacre sobre seus nervos; e a depressão, a
preocupação, a surpresa e a perda de tempo também não poderão ser reparadas.
Em outras palavras, por seguir a teoria de que um motorista bêbado
possa, em probabilidade, infligir dano e/ou dor, ele acaba preso e multado
pesadamente, pois é condenado pelo mal que poderia ter feito. Bem, vamos
estender agora esta teoria a outras áreas da vida ativa e já veremos que toda
criatura humana deveria ser presa porque cada uma delas pode ser capaz de
cometer algum tipo de crime, em maior ou menor grau, contra a sociedade.
Vamos analisar agora o caso de um motorista bêbado que não tenha
infligido nenhuma dor/perda – embora ele mesmo tenha sofrido na carne a dor e a
perda imposta pela lei sob o nome de justiça. Em outras palavras, a lei inflige
dor onde antes não havia dor nenhuma. Além da multa e da cadeia, há ainda a
perda da habilitação ou mesmo do emprego desse homem, e muitas vezes se torna difícil
encontrar um novo emprego em função a sua “ficha suja”.
Se pretendermos viver num mundo melhor (e quem é
suficientemente sofisticado para não desejar algo assim?), a eliminação das
dores desnecessárias é um bom começo. Querem dar umas boas risadas? Querem saber
o que eu acho que os policiais deveriam fazer com os bêbados? Deveriam leva-los
para casa em vez de manda-los para a cadeia. Enfiem os bebuns inveterados
debaixo das cobertas, arrumem uma saideira e digam para ficar em casa o resto
da noite. Ridículo? Por quê? Pago meus impostos para ser assistido, não
molestado.
Charles Bukowski - Pedaços de um caderno manchado de vinho.
Estou aqui sentado, bêbado, me perguntando onde e como
estarei amanhã. O cortiço não é lugar para um homem que deseja a privacidade de
seus pensamentos. Dizem que sou um poeta honesto e que manejo o pincel com
destreza, e recebo cartas perfumadas de mulheres distantes, mas estou pronto
para os corvos que se voltam contra o sol da minha razão, enquanto escuto
Rachmaninoff no rádio preciso jarreterar amanhã, digo a vocês que somos todos
loucos e desajustados e que os figurões da universidade, que ensinam poesia das
janelas empoeiradas de um campus tranquilo, não sabem nada a respeito destas
paredes, ou das senhorias de South Hollywood, ou dos rotos desgastados no cortiço,
onde as palavras de Rimbaud ou Rilke significam menos do que um centavo, onde
todo o amor da humanidade e a vida valem menos do que rolos de papel que nos
fazem as vezes de lençóis, menos do que os ratos que nos conhecem e com quem
dividimos os becos, nossas pequenas e mudas derrotas.
Charles Bukowski – pedaços de um caderno manchado de vinho
Auto-ajuda no estilo Bukowski (se é que isso é possível)
Que tal alguns conselhos de Charles Bukowski, esse escritor que
sempre compartilhou seus pontos de vista e opiniões sem filtro. Em seus
textos, o velho Buk forneceu uma gama abundante de dicas de como passar
seus dias. O Beat Museum
(Museu dedicado aos beats) compilou algumas de suas citações e, a
partir delas, organizou dez conselhos valiosos para quem quer levar uma
“kick-ass life” (uma vida fodida). Aí vai:
1. NÃO SE ACOMODE “Eu quero o mundo inteiro ou nada.”
2. AME A SI MESMO “Nunca me senti só. Gosto de estar comigo mesmo. Sou a melhor forma de entretenimento que eu posso encontrar.”
3. ÀS VEZES, ENLOUQUEÇA
“Essas pessoas que nunca enlouquecem devemlevar umavida, verdadeiramente, horrível.”
4. NÃO TENHA MEDO DA DOR “Você tem que morrer algumas vezes antes de realmente viver.”
5. SEJA AUTÊNTICO “É melhor fazer uma coisa maçante com estilo do que algo perigoso sem estilo.”
6. LEMBRE-SE DE QUE VOCÊ É MAIS FORTE DO QUE PENSA “As vezes você levanta da camade manhãe pensa, eu não vou conseguir, mas então você ri por dentro lembrando todas as vezes que já sentiu isso.”
7. NÃO TENHA MEDO DA MORTE “Levo a morte em meu bolso esquerdo. Às vezes, tiro-a do
bolso, e falo com ela: ’oi gata, como vai? Quando virá me buscar? Vou
estar pronto’.”
8. NÃO DESISTA OU NEM COMECE “Se você vai tentar, vá até o fim, caso contrário, nem comece.”
9. NÃO ESPERE SER TARDE DEMAIS Existem coisas piores que estar sozinho, mas geralmente leva
décadas para entender isso e quase sempre quando você entende é tarde
demais. E não há nada pior que tarde demais.”
10. NÃO LEVE A VIDA TÃO A SÉRIO “Às vezes você só precisa mijar na pia.”
Todas as pessoas solitárias, amargas e miseráveis que se sentem menosprezadas, traídas pelas forças, elas culpam a vida, as circunstâncias, culpam os outros quando de fato elas são totalmente insossas, obedientes à sua falta de originnalidade, covardes e plácidas, seguem se sentindo enganadas, infestando a terra com suas lamúrias, com seus ódios – embotadas no centro de lugar nenhum, esses milhões de erros humanos, indo dia após dia e noite após noite através de seus movimentos castrados, acabam por ferir a própria terra, ferir todas as coisas, este desperdício o horror de todo esse desperdício.
Buk. - MISCELÂNEA SEPTUAGENÁRIA: CONTOS E POEMAS - LPM